Desenhando

Já ouviu falar do efeito Purkinje?

Já ouviu falar do efeito Purkinje?



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Você já reparou quando está pintando ao ar livre como as cores dos objetos parecem tão radicalmente diferentes sob a luz muito fraca pouco antes do amanhecer ou do crepúsculo? Pegue uma rosa vermelha, por exemplo. Sabemos que as pétalas da flor são vermelhas brilhantes contra o verde das folhas à luz do dia. Mas dê uma olhada no crepúsculo e você verá que de repente o contraste é revertido, com as pétalas de flores vermelhas aparecendo agora em um vermelho escuro ou cinza quente e escuro, e as folhas parecendo relativamente brilhantes.

Essa diferença de contraste é chamada efeito Purkinje, ou mudança de Purkinje, em homenagem ao anatomista tcheco Jan Evangelista Purkyne, que a descobriu em suas caminhadas matinais em 1819. É a tendência do pico de sensibilidade à luminância do olho humano mudar para a extremidade azul do espectro em baixos níveis de iluminação.

O efeito ocorre porque os cones sensíveis à cor na retina são mais sensíveis à luz amarela (como quando você olha para o sol). As hastes da retina são mais sensíveis à luz (boas para níveis de pouca luz), mas não distinguem muito bem as cores. Eles são principalmente sensíveis à luz verde-azulada. É por isso que é muito difícil distinguir outras cores ao luar.

O resultado é que nos tornamos quase daltônicos sob baixos níveis de iluminação. À medida que a luz diminui, as hastes assumem o controle dos cones e, antes que a cor desapareça completamente, nossa percepção de cor muda para o espectro azul-verde.

Isso nos leva ao assunto de pintura noturna ao ar livre novamente. O efeito Purkinje explica por que não podemos ver muitas cores durante a noite, exceto os azuis e verdes que nossas varas podem sentir. No entanto, isso não nos ajuda a fazer uma boa noite pintando no ar. Afinal, a pintura em si não deve ser vista ao luar, mas deve conter a magia dessa luz, que é realmente mais apreciada por estar lá no momento.

O trabalho do artista plein air é de alguma forma capturar a beleza daquele momento, e o segredo disso é adicionar mais do que pode ser fisicamente percebido na época. Temos que envolver nossa imaginação e recolocar no assunto um pouco da cor que foi perdida. Também brincamos em aumentar o croma das cores presentes e expandir a faixa de valores para que haja mais profundidade de campo e um pouco de detalhes no assunto. É difícil de acertar e inclina a regra de "nunca pintar o que não existe", mas com a prática, isso pode ser feito bem. E, quando bem feito, um noturno pode ser tão poderoso quanto qualquer pintura executada à luz do dia. Tente. Pelo menos você não vai se queimar.

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–John Ann


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